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Ascendum na Final Mundial do Volvo Masters

Ascendum a caminho do mundial

02.05.2024

Trazer o troféu europeu do Volvo Masters 2024 é um facto inédito para a Ascendum e que enche de orgulho o “treinador” António José Santos. A conquista é um grande feito de que muito se orgulham também os quatro “Ascentugas”: Telmo Amaro, Bruno Gaspar, João Tereso e Henrique Lopes, que se juntaram para um almoço de homenagem em São João da Talha.

Basta estar com eles alguns minutos para perceber o espírito de equipa que se vive no grupo e que, ao mesmo tempo, deixa transparecer o espírito de família que se vive na Ascendum e que também sentiram na Volvo.

A Convocatória

Tudo começou no início de 2023, altura em que João Velez, Diretor de Após-Venda, desafiou António José Santos a mudar a forma como eram escolhidas as equipas que participavam na Volvo Masters. Em vez de uma competição interna, a aposta seria criar uma seleção e incluir os melhores das várias unidades de negócio.

Assim, do Porto veio o técnico de serviço Henrique Lopes, de Leiria o especialista em peças Bruno Gaspar e o técnico de serviço João Tereso e, de Lisboa, o perito em eletricidade e chefe de equipa, Telmo Amaro. Assim que a equipa foi formada, entraram em ação. Começaram as provas com três rondas online que teriam de ser superadas para conseguir chegar à final europeia, marcada para fevereiro de 2024, na Alemanha.

Nesta fase inicial, Portugal competiu no grupo com a Roménia, a República Checa e Israel. Em cada ronda, havia que responder a um conjunto de 30 questões. Eram avaliados critérios como a rapidez, a fundamentação das respostas e a conquista de alguns bónus. O arranque da “corrida” não foi, no entanto, promissor.

Teste

Na primeira ronda, que teve lugar em abril, a estratégia foi realizar uma reunião Teams que durou um dia inteiro. Não foi fácil. “Tínhamos de consultar os manuais, para responder às perguntas técnicas, e de fundamentar as respostas”, conta Telmo Amaro. O resultado ficou muito aquém de uma equipa vencedora porque foram, desde logo, penalizados por não terem apresentado justificações. Mas depressa aprenderam a lição.

Na segunda ronda, que decorreu em junho, bem como na terceira, que teve lugar em setembro, subiram à primeira posição e passaram à fase de apuramento, juntamente com Israel. Uns fora do país, outros de férias, a verdade é que nada impediu que a equipa completasse as tarefas com sucesso. O trabalho em equipa foi a chave para o apuramento, mas também para a fase final que se avizinhava.

A Primeira Grande Final

Se as três rondas foram a fase de aquecimento, o treino decorreu num estágio de três dias em Leiria. “Sabíamos quais eram as máquinas que iam a concurso e juntámo-nos em Leiria com um modelo de cada máquina e uma estação”, relembra António José Santos, explicando o método que seguiu: “Fiz avarias nas máquinas para simular o que iria aparecer na prova e eles tinham 45 minutos para resolver o problema e documentar tudo o que estavam a fazer”.

Este passo revelou-se fundamental para que os “Ascentugas” se habituassem a trabalhar em equipa e para que cada um se adaptasse ao papel que tinha de desempenhar nas provas a sério. A preparação estava feita, mas isso não significou menos ansiedade na chegada à Alemanha, para enfrentar uma prova em que eram todos estreantes.

Num dia e meio enfrentaram cinco provas de 45 minutos, e mais duas adicionais, com o desafio de resolver problemas de cablagem, de óleos contaminados, de uma pá carregadora que não pegava ou de um dumper avariado.

Os treinos feitos em Leiria, a perícia de cada elemento e o bom trabalho em equipa foram cruciais. Não só conseguiram terminar quatro segundos antes do “apito” final, como foram mesmo os únicos a conseguir finalizar esta prova. Mas este é apenas um exemplo dos feitos conseguidos. No final, foram mesmo a única das 14 equipas em jogo a conseguir terminar todas as provas. Acabaram, claro, por conquistar o primeiro lugar!

JCF 4221 Capa

O segredo para trazer o troféu para a Ascendum e para Portugal? O “treinador”, visivelmente orgulhoso, enumera os motivos: trabalho em equipa, competência e conhecimento, humildade e uma dose de sorte. “Não há campeões sem sorte”, assegura António José Santos.

Alguma descontração também ajudou. “Não íamos com a ânsia de ganhar, mas sim com o gosto de competir e participar”, afirma Henrique Lopes. Telmo confirma, mas não desmente que, no momento de começar a prova, “entrou o espírito de competição”. E à medida que foram superando as provas, a verdade é que a ansiedade foi aumentando. De tal forma, que a competição não acabou sem que o “treinador” levasse um cartão amarelo.

E agora, depois do campeonato europeu, o objetivo é vencer o Volvo Masters 2024 mundial? “Vamos tentar ir descontraídos, mas há sempre uma esperança de ganhar”, confessa o “treinador” dos Ascentugas, que espera poder voltar a contar com a sempre necessária dose de sorte.

De qualquer forma, muitos foram já os ganhos obtidos com a vitória na competição europeia. “É como um prémio de carreira, deixa-nos orgulhosos daquilo que fazemos”, confessa João Tereso.  É, também, uma prova que serve de formação — reforça Henrique Lopes, que parte confiante para a competição mundial que terá lugar em maio, na Suécia. “Estamos aptos para qualquer tipo de prova. Temos competência, humildade e sorte. E, claro, boa disposição.”

António José Santos não desmente, mas vai jogar pelo seguro. Desta vez serão quatro dias de estágio, e não três. Afinal, não basta ter sorte, é preciso trabalhar com afinco!

Os nossos Ascentugas

António José Santos

António José Santos

Treinador

O "Treinador" dos Ascentugas, António José Santos trabalha na empresa há tantos anos quantos os da nossa Democracia. Em 1974, com 16 anos, entrou para a empresa como aprendiz de mecânico. Foi evoluindo na mecânica até ao dia em que foi desafiado por Carlos Vieira para ser técnico de serviço de exterior. Aos 30 anos, já era chefe da equipa de técnicos de serviço de exterior de Leiria. Assumiu ainda funções de chefe de oficina, de apoio técnico e mais tarde, integrado na Direção de Após-Venda, passou para a área da formação.
Telmo Amaro

Telmo Amaro

Resolver problemas de eletricidade é a especialidade de Telmo Amaro, o eletricista e chefe de equipa dos Ascentugas. Trabalha como técnico de serviço de exterior na empresa onde decidiu trabalhar há 15 anos, depois de uma curta passagem por uma grande construtora nacional, onde desempenhou funções na área das máquinas. O seu dia a dia na Ascendum passa por visitar os clientes. Por isso, poderemos encontrá-lo, como o próprio descreve, algures entre o Bombarral e o Algarve, desde a costa até Espanha.
Bruno Gaspar

Bruno Gaspar

Homem das peças na equipa dos Ascentugas, Bruno Gaspar trazia a experiência de três anos numa empresa do ramo automóvel multimarca antes de entrar para esta casa, há 25 anos. Estreou-se na área automóvel e dos camiões, antes de entrar na área de máquinas. Fez vendas externas aos clientes, passou pela sucursal das Caldas da Rainha e acabou por abraçar todas as vendas externas da região de Leiria. Uma longa experiência que culmina na função de responsável do armazém de peças de Leiria.
João Tereso

João Tereso

O técnico de serviço, João Tereso, já trazia experiência na área de máquinas quando entrou para a empresa, em 2007. Começou por trabalhar como interno na oficina, mas depressa passou a técnico de serviço externo em Leiria. É na Zona Centro que os clientes da Ascendum o conhecem, já que desde 2015 se dedica exclusivamente ao trabalho de exterior. Ao longo de década e meia de trabalho, destaca a experiência de vários meses de trabalho na Guiné Equatorial, para prestar assistência a um cliente que fez uma grande aquisição de máquinas.
Henrique Lopes

Henrique Lopes

É o técnico de serviço dos Ascentugas com mais anos de experiência. Já leva 32 anos de trabalho na Ascendum, e quando cá chegou, por engano (pensava que estava a responder a um anúncio para técnico de automóveis!), já trazia 14 anos de experiência como mecânico de automóveis — tantos quanto os anos de idade com que começou a trabalhar nesta arte. As máquinas pareceram-lhe muito grandes, mas não o suficiente para o assustarem. Aceitou o desafio e começou na oficina nos equipamentos mais ligeiros. Decorridos dois anos, e ainda nos equipamentos mais ligeiros, transitou para o serviço exterior. Foi progressivamente começando a trabalhar em equipamentos mais pesados e mais complexos. Ao engano já não veio o seu filho Hugo, que já está na Ascendum há três anos e já é técnico de serviço externo. É caso para dizer, tal pai, tal filho!

A Competição

A história da competição na Volvo remonta a 1990, altura em que se celebrava os 25 anos da escola de serviço da VCE (Volvo Construction Equipment). Logo nessa altura, António José Santos, atual treinador dos Ascentugas, entrou na competição a título individual, numa participação que se foi repetindo ao longo da década de 1990. Já nessa altura, Portugal obteve destaque com a conquista de um segundo lugar na competição de 1992.

As provas em equipa só começaram em 2006, mas nessa altura, e até à última competição, a Ascendum optava por fazer um concurso interno entre as várias equipas que se formavam espontaneamente. A melhor era, então, a que representava Portugal na competição europeia da Volvo. Tudo mudou em 2023 — e a estratégia provou já que é vencedora.

Volvo Masters 2